23 de julho de 2014

9 truques psicológicos que fazem você gastar mais em restaurantes

 9 truques psicológicos que fazem você gastar mais em restaurantes

Fome e Obesidade - um vislumbre geral da chamada Transição Nutricional

Yin-Yang da Alimentação


Num mundo tão tecnológico, com grandes descobertas e tantas possibilidades, a alimentação passa por dois caminhos muito distintos.

O mais antigo deles, a fome, parece um problema que deveria estar fora de questão. Mas ela existe. Numa estimativa, 842 milhões de pessoas passam fome no mundo - ou uma em casa oito, segundo a ONU. A fome descrita na pesquisa não se refere a não fazer uma refeição ao dia, ou ter pouca comida. Ela é determinada pela completa falta de alimentos, ou pela substituição da comida por pastas de lama com cactos, restos de larvas, etc. Num mundo que metade do planeta engorda numa escala assustadora, motivados pela comida de fácil acesso, rápida e repleta de "engordadores industriais" associada à hábitos que incentivam o sedentarismo, existe uma parcela de pessoas no mundo que simplesmente não tem o que comer. E isso é assustador.


Muito se deve à uma junção de descaso, condições ambientais, falta de organização e cooperação global. Segundo a ONU, a Fome é o maior problema solucionável do mundo moderno.

Entre as principais soluções AMPLAMENTE conhecidas que poderiam minimizar o sofrimento de tantos, estão: 
apoiar pequenos agricultores;
dar às crianças nutrição vital;
aumentar a pesquisa e investimento na agronomia e agricultura em regiões pobres;
fornecer alimentos em emergências;
empoderar mulheres e meninas;
construir redes de segurança alimentar;
apoiar mercados locais de alimentos;
tornar o acesso à alimentação possível...entre outros tantos!


Existe um mecanismo completo de Ongs, parcerias, projetos, campanhas globais e instituições totalmente dedicados ao tratamento digno dessa situação, porém, por mais que se faça, a caridade é apenas um meio de manter as pessoas vivas e com o mínimo de dignidade (algo de extremo valor, não desmerecendo o ato), porém não permite que se tornem independentes e capazes de moldar suas próprias vidas, já que devem noite e dia se preocupar com sua própria sobrevivência. Muitos acreditam que é um método útil para manter comunidades, sociedades e países (por que não, continentes) inteiros em estado de imperceptível subserviência. O foco, então, como diz o ditado,  é "ensinar a pescar" proporcionando à essa população meios efetivos de sobrevivência, e não apenas "dar o peixe".


Porém, mesmo com todo o conhecimento, os meios e a informação, ainda hoje a realidade de milhares de pessoas é depender da boa vontade de outras pessoas. Muito se fala na negligência das autoridades e de um certo "descaso" por parte da população e governo das grandes potências mundiais, que simplesmente não poderiam cogitar passar por problemas semelhantes. Na verdade, passam por uma situação completamente oposta.

A balança em países como EUA, Alemanha, Rússia, Itália, entre outros está pesada. O modo de se alimentar mudou muito, com a inclusão de muitos alimentos industrializados, modificados, "enriquecidos". Esses alimentos, que oferecem rapidez e praticidade, deixam a desejar no quesito saúde. 
Até mesmo países como o Brasil, que possuíam uma alimentação baseada na comida caseira rica e variada, com a incorporação dos hábitos alimentares do "fast food" tem revertido a balança para um quadro cada vez maior de sobrepeso e obesidade. Há essa mudança atribui-se o nome de Transição Nutricional.


Enquanto a fome, mesmo existente e longe de ser erradicada, possui amplo conhecimento e pessoas realmente engajadas no seu fim, a obesidade começa a despontar o interesse das autoridades. Muito mais interessadas nas causas estéticas da obesidade, as pessoas chegam a recorrer a métodos perigosos para perder peso. É necessário uma mudança de visão, reforçando a educação nutricional em escolas, implementando leis contra a exposição de crianças à produtos que oferecem risco nutricional (como essa aqui), divulgando os riscos de produtos e alimentos se consumidos em excesso, promovendo a mudança de hábitos, implementando a segurança alimentar de maneira efetiva e verdadeira e buscando o antigo conhecimento de nossas avós, que alimentação bem feita, equilibrada e de qualidade é a melhor saída.


Num cenário tão diferente, onde problemas opostos oferecem desafios igualmente importantes à se combater, a Nutrição se torna essencial. Porém para que as pessoas que necessitam sejam mais que atendidas, que tenham uma chance de solucionar seus problemas de maneira digna, as ramificações dos trabalhos de médicos, nutricionistas, profissionais da saúde, governantes, empresários e voluntários devem ser interligadas pela vontade e cooperação mútua em promover mais que o atendimento à saúde, mas a garantia que estarão mudando a vida de milhares de pessoas para melhor.










Programas contra fome:

Textos sobre o assunto: